resenhei: CONFESSE – Colleen Hoover

SINOPSE


Auburn Reed perdeu tudo que era importante para ela. Na luta para reconstruir a vida, a jovem se mantém focada em seus objetivos e não pode cometer nenhum erro. Mas, ao entrar em um estúdio de arte à procura de emprego, Auburn não esperava encontrar o enigmático Owen Gentry, que lhe desperta uma intensa atração. Pela primeira vez, Auburn se vê correndo riscos e deixa o coração falar mais alto, até descobrir que Owen está encobrindo um enorme segredo. A importância do passado do artista ameaça acabar com tudo que Auburn mais ama, e a única maneira de recompor sua vida é mantendo Owen afastado.

OPINIÃO


Achei os personagens principais bem-estruturados. Auburn e Owen apresentam problemas e sofrimentos “reais” – podemos ser vizinhos de Auburn’s e Owen’s, pois seus problemas não fogem à lógica, isto é, são capazes de compor nossas realidades. Além disso, o fato de CoHo ressaltar os defeitos (interiores e exteriores) dos personagens, principalmente na aparência de Owen, já diferencia “Confesse” de diversos outros livros, cujos personagens  são apontados como perfeitos.

Um fator que pode incomodar alguns leitores, porém, é a mescla entre o passado e o presente dos personagens. CoHo fez com que a narração não seguisse uma linha totalmente temporal, marcando as páginas com idas e vindas para que ocorresse a explicação de vários acontecimentos – isso sinceramente não me agradou.

Ademais, o livro faz jus ao nome e conta com diversas confissões anônimas que, pelas mãos de Owen, são transformadas em pinturas. Admito que muitas dessas confissões me fizeram refletir sobre o mundo real, fora da ficção, onde todos nós – sim, eu e você e as demais pessoas também – temos segredos.

Contudo, eu posso ser sincera com vocês? Desta vez, CoHo não conseguiu fazer meu coração palpitar como aconteceu na maioria de seus outros livros. “Confesse” não me preencheu nem me surpreendeu – não muito. São páginas de leitura leve, mas também profunda, sabe? Contém momentos em que assuntos sérios são expostos e, claro, tais assuntos devem ser tratados com devida atenção tanto dentro quanto fora do universo literário, mas, em sua maior parte, foi um livro tedioso. Ouso dizer que apenas o final despertou minha real curiosidade, pois o enredo não foi capaz de me prender.

recomecei, de novo

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Não sei ao certo quando decidi catalogar minha vida através de textos e fotografias, mas percebo o quanto sou falha nesta missão – já que me rendo ao poder dos começos e recomeços e, de tempos em tempos, excluo tudo o que tenho, apenas para não perder o hábito de renovar a jornada que venho seguindo. Talvez estejamos em minha última tentativa de reinício. Talvez essa prática perpetue por mais alguns anos. O fato é: minha mente – e todo o resto de mim – acredita que recomeçar significa aprimorar, melhorar. Assim, agradeço aos que estiveram comigo até aqui – também aos que ainda chegarão – e digo que, apesar de estar escrevendo o quinto (quem sabe vigésimo) primeiro post deste blog, permaneço fiel ao objetivo de relatar minhas vivências e afirmo que, mais uma vez, vocês são bem-vindos ao meu mundo!

foto original.